segunda-feira, 12 de maio de 2008

Só desculpas não bastam mais.

22 anos. Essa é a minha idade. Moça novinha, vários de vocês podem dizer, mas garanto que tenho muito a contar dessa minha curta passagem aqui por esse planeta. Já derramei mais lágrimas que qualquer um de vocês possa supor e hoje, infelizmente, posso dizer que já não sou mais a mesma Sílvia alegre de antes. O sorriso que brota nesse momento nada mais é que uma faixada para esconder o verdadeiro sentimento, o de indiferença pela maioria das coisas que me rodeiam.

Desde que me entendo por gente, tento ser uma pessoa acolhedora e amiga. Trato todos da mesma forma e, se necessário for, abdico dos meus direitos para fazer o próximo feliz. Entretanto, é inútil (e por que não dizer utópico) esperar que esse tipo de atitude fosse retribuída da mesma forma. Nem sempre recebo algo em troca e muitas vezes recebo só a mesma indiferença que eu sinto agora.

Eu estou triste. Realmente triste. Triste de uma tristeza que fazia tempos não aflorava a minha pele. Triste de uma maneira ridiculamente indiferente, como se que o que me compusesse já não importasse mais. Triste me sentindo a mais desvalorizada das moedas, que fora tocada ao canto de uma gaveta outrora e que agora não faz a menor diferença. Triste como quem foi feito de idiota e tratado a base de mentiras por um tempo medonho e que agora apenas olha pra trás e vê tudo aquilo que sempre suspeitou. Triste como quem se sente a mais descartável das peças de qualquer coisa. Triste como se sente um filho não-desejado pela própria mãe. Triste e com o coração pisado. Triste e amargurada.

Pior que isso é perceber que estou me tornando um ser amargurado, cheio de rancor e com mais motivo pra lembrar coisas desagradáveis do que coisas boas. É horrível olhar pra trás e perceber mentira, tanta mentira, falsidade e hipocrisia.

Gente hipócrita. Disso é formada a minha sociedade hoje. Gente suja. Gente mesquinha.

Eu, hoje, deveria estar sonhando com um futuro belo e feliz. No entanto, só o que eu espero é poder dizer a todos aqueles que me fazem mal um belo e grande "vão pro inferno!".

Porquê do título? É que o mal é tão grande e tão assustadoramente irreversível que um pedido de desculpas é muito pouco pra me fazer sorrir denovo. Nem eu mesma sei o que seria necessário pra que eu voltasse a ser a mesma menina sonhadora de antes. Talvez nascer denovo, e dessa vez, onde me quisessem de verdade...

E com uma dica de um amigo, para todos aqueles que me fazem mal.

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